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INSTRUMENTOS |
Os instrumentos musicais ajudam a perceber o ritmo, as intensidades, a velocidade e a dinâmica dos gestos e acções, os quais estão intimamente ligados ao significado e simbolismo da dança. |
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Castanhola - instrumento cujo princípio sonoro consiste na vibração do próprio corpo. Surge na Estremadura e é depois divulgado por todo país. Trata-se de uma cana, com cerca de meio metro, rachada com um corte vertical desde o topo até cerca de três quartos do seu comprimento. O seu som é conseguido através de um gesto próprio da mão, que faz chocar as duas partes superiores da cana. Tal como o reco-reco e os ferrinhos, estes instrumentos de percussão tornam-se indispensáveis ao ritmo da canção. |
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Reco-reco - é também um instrumento de uma grande simplicidade. É construído com um pedaço de cana-da-índia (com cerca de 70 cm de comprimento e cinco de diâmetro), aberta perpendicularmente em cortes sucessivos. Forma assim, uma caixa de ressonância que produz som através da fricção de uma baqueta rachada, feita do mesmo material. O reco-reco tem como principal função acompanhar a música, tal como outros instrumentos de percussão. |
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Ferrinhos - de uso geral europeu, surgem em Portugal por volta do século XV. Antigamente, serviam para chamar os trabalhadores e criados das grandes casas agrícolas para as refeições. Os “triangulares de ferro”, assim também conhecidos, apresentam uma forma triangular, com ângulos iguais, abertos num dos lados. Suspensos por uma fita ou cordel, o som é produzido pelo bater de uma pequena barra de ferro, arredondada e fina, na parte interna do “triângulo”. O seu som, bastante audível, apoia a marcação dos passos na coreografia da dança. |
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Viola braguesa - é um dos cinco tipos de viola popular, constituída por cinco ordens de cordas duplas metálicas, tendo por opção do tocador variados tipos de afinação. Com uma caixa de ressonância diferente de tantos outros instrumentos, a viola braguesa é fabricada a partir de um tipo de madeira vulgar, o pinho de Flandres. Sendo um instrumento importante e característico do RFSC, este aparelho cordoado acompanha as danças e cantares com uma melodia muito característica. |
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Cavaquinho – é o instrumento mais pequeno e popular pertencente à família dos cordofones. É formado por quatro cordas metálicas, geralmente em aço com uma caixa de duplo bojo (com relevo convexo e arredondado) e pequeno enfranque de Nogueira e pinho Flandres. Trata-se também de um instrumento com um grande número de afinações, tal como a viola braguesa, que variam conforme as terras e formas tradicionais. Vendido há séculos em feiras e romarias, a sua origem continua envolta em mistério. Sabe-se apenas que já era conhecido no Minho nos finais do século XVIII. O som do cavaquinho é considerado agudo o que embeleza a música e se distingue de tantos outros cordofones. |
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Acordeão – Muitas réplicas têm sido criadas desde 2700 a.c. o seu aperfeiçoamento teve especial relevância muitos séculos depois, por volta de 1829 na Áustria onde foi dado o nome ao primeiro. Pertence ao grupo dos instrumentos aerofones e é formado por um fole que une uma palheta colocada nas duas caixas. A melodia é obtida através de um teclado ou botões existentes no lado direito, designada por caixa principal. No lado esquerdo, denominado soco, funcionam os botões para acordes de sons graves. O acordeão possui cerca de 120 a 140 botões, definindo desta forma a sua capacidade de escala de tons. É um instrumento muito difundido por todo o país, em especial no Algarve e Estremadura. |
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Violão - é o instrumento mais tradicional. Teve a sua origem na Itália por volta de 1780 e é introduzido em Portugal no princípio do século XIX. Também designado por guitarra “espanhola” ou “francesa”, este cordofone prossegue a tradição palaciana dos séculos XVII e XVIII. É composto por seis cordas simples e aparece na tocata tradicional como um instrumento de acompanhamento na forma de ponteado, isto é, utilizando o mesmo modo de tocar da actual “viola baixo”. |
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Medida - O “Almude” ou “Cântaro”, adaptado para a área musical, junta-se ao conjunto dos instrumentos de percussão. Antiga medida de capacidade para líquidos (geralmente vinho), é mais tarde utilizada na medição de cereais. Entre 16 e 25 litros, a capacidade do “Almude” varia de região para região. A Medida, assim conhecida na região Leiriense, com capacidade característica de 20 litros é fabricada a partir do metal zinco. Consta no nosso rancho que este instrumento apresenta uma idade superior a 80 anos e na música desempenha uma função própria. Com um abano em esponja, forrado com pele ou cabedal, bate-se na parte superior da boca, produzindo um som idêntico ao de um pequeno bombo, marcando os compassos da música. |
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