|
 |
 |
- Canção de desfile
- Amada da minha alma
- A costureira
- Adeus lugar do barreiro
- Anda amor, vamos à murta
- Bailarico
- Cana quebrada
- Canivete dourado
- Ciranda
- Moreninha
- Noite de farra
- O sol anda que desanda
- Sereia
- Se eu morrer, não botes luto
- Tum tum baila o neto
- Vira das cavacas
- Vira que vira
- Vou lá dentro, vou cear
- Reinadio
|
|
| |
- DESFILE -
- Se eu soubesse quem tu eras, ou quem tu vinhas a ser,
não te dava falas minhas, nem segredos a saber;
REFRÃO
Cantar e bailar,
Ó rapaziada,
Ao romper d’aurora,
Até madrugada ;
- Eu hei-de amar uma pedra, deixar o teu coração,
uma pedra não me deixa, tu deixas-me sem razão;
REFRÃO
- O meu amor ontem e hoje, à minha porta passou,
Por causa da vizinhança, nem o chapéu me tirou;
REFRÃO
- O meu amor vai e vem, à vinda vem por aqui,
Que eu bailarei os meus olhos, jurarei que não te vi;
REFRÃO
- O meu amor escreve escreve, cartas a duas a duas,
Mesmo que eu não saiba ler, hei-de saber novas tuas.
REFRÃO
|
| |
- AMADA DA MINHA ALMA -
- Ó amada da minha alma,
Cá te trago retratada, Bis
Se me houveres de dar a palma, Bis
Por mim serás estimada;
- Bem te vejo estás corada,
Isto é do teu cadete, Bis
Cabelinho penteado, Bis
Ah! Flores do ramalhete;
- Também dizem do teu colete,
Mais as tuas sobrancelhas, Bis
Do ombro esquerdo ao direito, Bis
Ciganinhas nas orelhas;
- Também dizem que as abelhas,
Fazem mel p’ra se provar, Bis
Esses teus olhos menina, Bis
São os que eu hei-de lograr.
|
| |
- A COSTUREIRA -
- Luisinha Costureira,
Tua agulha me picou,
Não foi nada, não é nada,
Ao coração me chegou.
REFRÃO
Eu sou costureira, eu sei costurar,
Muitos têm inveja do nosso trajar,
Eu sou costureira e gosto de o ser,
Muitos têm inveja do nosso viver;
- Tua agulha me picou,
E caí logo no chão.
Foi a voz do meu amor,
A chegar ao meu coração.
REFRÃO
- O meu amor é da Azoia,
Da terra da laranjeira.
Traz um ramo no chapéu,
Ai Jesus que tão bem cheira.
REFRÃO
|
| |
- ADEUS LUGAR DO BARREIRO -
- Adeus lugar do barreiro,
Que me lembraste agora. Bis
Ai não és tu que me cá lembras,
Ai é meu amor que lá mora. Bis
- Ora vira daqui, ora vira dali,
Virar à espanhola é o que eu cá não vi,
Ora vira daqui, ora vira dacolá,
Virar à Espanhola é o que cá não há.
- Não cortes a folha ao feto,
Nem a raiz à serralha. Bis
É o sustento dos rapazes,
Ai enquanto não vem a palha. Bis
- Ora vira-lhe a gaita,
Aperta-lhe o fole,
Ó meu Manuel,
Não me sejas mole. Bis
- Atrás do sol anda a lua,
Atrás da lua anda o luar. Bis
Ai atrás de ti ando eu,
Ai sem te poder alcançar. Bis
- Ora vira daqui, ora vira dali,
Virar à espanhola é o que eu cá não vi,
Ora vira daqui, ora vira dacolá,
Virar à Espanhola é o que cá não há.
|
| |
- ANDA AMOR VAMOS À MURTA -
- Anda amor vamos à murta,
Que eu bem a sei apanhar. Bis
Ó i, ó, ai, debaixo da murtanheira,
Ó i, ó, ai um beijo me hás-de dar. Bis
- Que tens tu ó soldadinho,
Andas tão triste na guerra? Bis
Ó, i, ó ai, ou te morreu pai ou mãe,
Ó, i, ó ai, ou alguém da tua terra. Bis
- Não me morreu pai nem mãe,
Nem ninguém da minha terra. Bis
Ó, i, ó ai, só lá tenho uma menina,
Ó, i, ó ai, não me posso lograr dela. Bis
- Se é por isso que andas triste,
Daí varre o teu sentido. Bis
Ó, i, ó ai, os anos que nós cá andamos,
Ó, i, ó ai, é um tempo divertido. Bis
|
| |
- BAILARICO -
- A moda do bailarico, Bis
Quem a havia d’inventar? Bis
Foram os presos da cadeia, Bis
Estão à sombra têm vagar. Bis
- A moda do bailarico, Bis
Mas que linda que ela é. Bis
Faz andar os velhos todos, Bis
Ao redor da chaminé. Bis
- A moda do bailarico, Bis
Já lá vai, já se acabou. Bis
Por causa do bailarico, Bis
Já minha mãe me ralhou. Bis
- A dançar o bailarico, Bis
Até o calhandro berra. Bis
A dançar o bailarico, Bis
À moda da nossa terra. Bis
|
| |
- CANA QUEBRADA -
- 1. Ai a minha voz não entoa,
Ai é como a cana quebrada. Bis
Ai como há-de ela entoar,
Ai se ela de amor está roubada. Bis
- Ai ó meu amor raios te partam,
Ai trinta diabos te levem. Bis
Ai que me fazes andar triste, Ai podendo eu andar alegre. Bis
- Quero cantar e ser alegre,
Que a tristeza não faz bem. Bis
Ai eu nunca vi a tristeza,
Ai dar de comer a ninguém. Bis
- Ai o meu amor é um bruto,
Ai de bruto não come nada. Bis
Ai comeu-me dezoito broas,
Ai dez alguidares de salada. Bis
Topo |
| |
- CANIVETE DOURADO -
- O canivete dourado,
Caiu no mar, afundou-se. Bis Quero-te bem rapariga, Quero-te bem, acabou-se. Bis
- Amor conserva o receio,
De apertar a minha mão. Bis
Ó anjo dá-me os teus braços,
Recebe o meu coração. Bis
- O meu coração,
Mais o teu Maria,
Fechados à chave,
Ninguém os abria.
- O meu coração,
Mais o teu José,
Fechados à chave,
Assim é que é.
Topo |
| |
- CIRANDA –
- Ó Ciranda, onde vais Ciranda
De sapato preto e laço à banda? Bis
REFRÃO
Ai, ai bela Cirandinha,
Foge à tua mãe, que eu fujo à minha. Bis
- A Ciranda ia passear, de sapato preto,
E, caiu ao mar. Bis
REFRÃO
- Ó Ciranda, tu és tão bonita,
De lenço de lã e saia de chita. Bis
REFRÃO
|
| |
- MORENINHA –
- Eu hei-de ir ao Vale da Rosa,
“Ó ai Moreninha”,
Mais além uma passada, Abanar uma roseira,
“Ó ai Moreninha”
Que ainda não foi abanada.
REFRÃO
Ó ai Moreninha,
Ó ai meu amor,
Tu hás-de ser minha
Seja quando for. Bis
- Hei-de arranjar um amor,
“Ó ai Moreninha” Fora desta freguesia,
P’ra ver se o tenho mais tempo,
“Ó ai Moreninha”
Cá na minha companhia.
REFRÃO
- Tenho vinte e três amores,
“Ó ai Moreninha”
Com mais um, são vinte e quatro, Depois de estar farta deles,
“Ó ai Moreninha” Passo-os todos a pataco.
REFRÃO
|
| |
- NOITE DE FARRA -
- Ai esta noite, não é noite,
Para os meus olhos dormirem. Bis
Ai é noite de extravagância, ó ai, Eu me quero divertir. Bis
- Ai esta noite, é de “ramboia”,
Vou dançar com a minha amada, Bis
Ai é desde o anoitecer, ó ai,
Até alta madrugada. Bis
- Ai enquanto o meu filho dorme,
Vou-me pôr de sentinela. Bis
Ai não venha o luar roubar-mo, ó ai, Entrar-me pela janela. Bis
- Ai ó luar da meia-noite,
Tu és o meu inimigo, Bis
Ai estás à porta de quem amo, ó ai,
Não posso entrar contigo. Bis
|
| |
- O SOL ANDA QUE DESANDA -
- O sol anda que desanda,
Ó i, ó, ai, dá voltas para se pôr. Bis
Ó i, ó, ai, eu não ando, nem desando, Bis
Sou leal ao meu amor. Bis
- O meu amor disse que vinha,
Ó, i, ó ai, quando a lua viesse. Bis
Ó, i, ó ai, a lua já vai tão alta, Bis
Meu amor não aparece. Bis
- Minha sogra diz que tem,
Ó, i, ó ai, uma prenda p’ra me dar. Bis
Ó, i, ó ai, se ela não me der o filho, Bis Pode a prenda arrecadar. Bis
- Fui um ano à azeitona,
Ó, i, ó ai, protestei p´ra nunca mais. Bis
Ó, i, ó ai, eu não via senão pedras, Bis
No meio dos olivais. Bis
|
| |
- SEREIA -
- Não te encostes à barreira,
Que a barreira deita pó.
Encosta-te à minha cama,
Sou solteira durmo só.
Refrão
Olha sereia,
Você p’ra mim não é,
Não ponha aqui o pé, Dessa maneira.
|
| |
- SE EU MORRER NÃO BOTES LUTO -
- Se eu morrer em tua casa,
Enterra-me na lareira. Bis
Deixa-me um braço de fora, pois agora, agora,
P’ra dar volta à cozinheira. Bis
- Se eu morrer não botes luto,
Nem o fato chegue à tinta. Bis
Eu morro vou para o Céu, pois agora, agora, Tu ficas na tua quinta. Bis
- Se eu morrer em tua casa,
Enterra-me na cozinha. Bis
Deixa-me uma mão de fora, pois agora, agora,
P’ra dar volta à pucarinha. Bis
- Ó leal, ó lealdade,
Tão real te tenho sido. Bis
Acabou-se a lealdade, pois agora, agora,
Meu amor para contigo. Bis
|
| |
- TUM TUM BAILA O NETO -
- Tum Tum baila o neto,
Em casa d’avó, Bis
Mordeu-lhe uma pulga,
Sacudiu-lhe o pé. Bis
- Eu tenho uma avó,
Gosto muito dela. Bis
Gosto do meu pai,
Porque é filho dela. Bis
- Em casa d’avó,
Ela anda contente. Bis
Só porque o avô,
Ainda é homem valente. Bis
- Viva a nossa avó,
Alegre e contente. Bis
E vivamos netos,
Viva toda a gente. Bis
|
| |
- VIRA DAS CAVACAS -
- Quando eu não tinha,
Desejava ter, Um rapaz bonito, Para me entreter. Bis
REFRÃO
Ora bate que bate,
E torna a bater,
Que já lá vem um,
Só para te ver. Bis
- Já cá tinha um,
Queria ter dois, Um para agora,
Outra p’ra depois. Bis
REFRÃO
Ora bate que bate,
Bate com jeitinho,
Bate na cavaca,
Do meu amorzinho;
- O meu amorzinho,
Não está cá fugiu, A noite passada,
Já cá não dormiu. Bis
- Já cá não dormiu,
Já cá não ficou,
O meu amorzinho,
Foi-se e não voltou.
|
| |
- VIRA QUE VIRA -
- Ai meninas vamos ao vira,
Ai que o vira é coisa boa,
Ai eu já vi dançar o vira,
Ai às meninas de Lisboa.
REFRÃO
O vira que vira,
Ao meio, ao meio,
Tu danças o vira,
Com todo o anseio.
- Ó vira não vira,
Por trás do castelo, Perdi o tamanco,
Achei um chinelo.
- Ai vira que vira,
Se não viro eu,
Teu pai é meu sogro, Teu amor sou eu.
- Ai menina, vamos ao vira,
Ai até sapato romper,
Ai o sapateiro é pobre,
Ai ajudai-o a viver. Bis
- O vira que vira,
Ao lado ao lado,
Tu danças o vira,
Com todo o cuidado.
|
| |
- VOU LÁ DENTRO VOU CEAR
- Vou lá dentro, vou cear,
Minha ceia é belo chá, Bis
Já te amei, já te não amo,
São voltas que o mundo dá. Bis
- Adiante troca o par,
Que o meu já cá vai trocado, Bis
O amor que há-de ser meu,
Já o levo a meu lado. Bis
REFRÃO
Já o levo a meu lado,
Já cá vai à minha frente, Bis
O amor que há-de ser meu,
Já o levo ao meu lado; Bis
- Fui ao Jardim às flores,
Com uma cestinha no braço, Bis
Encontrei o meu amor,
Ai Jesus daqui não passo. Bis
|
| |
- REINADIO -
- Se o teu Pai fosse rico
e tivesse um negócio Eu casava contigo E o dinheiro era nosso
REFRÃO
Minha mãe para eu casar,
Prometeu-me uma galinha
Depois de e
- Hei-de me casar este ano,
Que é um ano de milho,
Minha sogra, dá-me um moio, E a bandarra da filha.
|
|
| |
|
 |
|